Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de maio de 2022 · 2 min de leitura ·

James Webb mira dois intrigantes exoplanetas para treinar precisão de espectrógrafos

James Webb mira dois intrigantes exoplanetas para treinar precisão de espectrógrafos

Ele já fez um registro sem precedentes da Grande Nuvem de Magalhães e conseguiu até observar um asteroide, provando que também é capaz de capturar objetos em movimento. E olha que o Telescópio Espacial James Webb (JWST) ainda nem começou a trabalhar de verdade, estando em fase final da calibração de seus instrumentos.

Estima-se que o observatório de próxima geração comece a fornecer ciência, de fato, a partir do segundo semestre. Entre as investigações planejadas estão estudos de dois exoplanetas quentes que são classificados como “super-Terras”, devido ao seu tamanho e composição rochosa. 

Um deles é o 55 Cancri-e, também conhecido como Janssen, que orbita a estrela 55 Cancri, semelhante ao nosso Sol. O outro, “LHS 3844 b”, é um exoplaneta que orbita a anã vermelha LHS 3844.

Os pesquisadores treinarão os espectrógrafos de alta precisão do telescópio nesses alvos com o objetivo de entender a diversidade geológica de planetas em toda a galáxia e a evolução de planetas rochosos como a Terra.

Orbitando a menos de 2,4 milhões de km de sua estrela hospedeira (um vigésimo quinto da distância entre Mercúrio e o Sol), 55 Cancri-e completa um circuito em menos de 18 horas. Com temperaturas superficiais muito acima do ponto de fusão de minerais típicos formadores de rochas, pressupõe-se que o lado diurno do planeta seja coberto por oceanos de lava.

Acredita-se que planetas que orbitam tão perto de sua estrela têm um lado voltado permanentemente para o hospedeiro. Como resultado, seu ponto mais quente deve ser aquele que enfrenta a estrela mais diretamente, e a quantidade de calor vindo do lado diurno não deve mudar muito com o tempo.

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