Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 28 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Venezuela ‘frankensteiniza‘ caça-tanques americano dos anos 1960 com peças soviéticas

Venezuela ‘frankensteiniza‘ caça-tanques americano dos anos 1960 com peças soviéticas

É um veículo nascido da necessidade: o Maisanta YZR-106 é uma recauchutagem do Exército Bolivariano da Venezuela para o caça-tanques americano M50 Ontos.

Um caça-tanques, conceito histórico geralmente baseado num tanque, é um veículo especializado em destruir tanques. Tinham armas e blindagem frontal mais potentes, ao custo de agilidade e proteção. Acabaram aposentados com os modernos tanques universais (MBTs) nos anos 1960.

O Ontos não fez muito sucesso em seu papel original. Sua carreira durou pouco tempo, entre 1956 e 1969. Foi usado na Guerra do Vietnã, mas aposentado antes do fim dela. Nas florestas do Sudeste Asiático, não enfrentou seu inimigo planejado, tanques soviéticos, mas foi usado como uma peça de artilharia dando suporte à infantaria.

O veículo acabou distribuído para aliados dos EUA – e a Venezuela foi um deles até o começo do governo Hugo Chávez, em 1999.

Maisanta foi o apelido de Pedro Pérez Delgado (1881-1924), militar conhecido por se opor à ditadura do general Juan Vicente Gómez e uma das figuras celebradas pelo governo chavista.

O redesign venezuelano, além de adicionar controles eletrônicos mais modernos, usou da mira PSO-1 4×24 do fuzil sniper Dragunov. Criado na União Soviética, continua em uso pela Rússia, que é um dos poucos fornecedores de material bélico à Venezuela. Também possui um morteiro, para cortina de fumaça ou uso contra infantaria.

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