Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de junho de 2022 · 2 min de leitura ·

Missão Gaia: quatro mistérios que podem ser resolvidos por ela em 13 de junho

Missão Gaia: quatro mistérios que podem ser resolvidos por ela em 13 de junho

Na próxima segunda-feira (13), uma série de novos dados da missão Gaia, da agência espacial europeia (ESA), serão divulgados e, com eles, informações mais detalhadas sobre a composição química de dezenas de milhões de estrelas da Via Láctea. Segundo a maior parte da comunidade astronômica, a expectativa é que esses novos dados nos ajudem a responder algumas perguntas sobre a nossa “vizinhança” que ainda seguem em pleno mistério.

A missão Gaia foi lançada em 2013 e, rapidamente, tornou-se famosa por ter criado o mais detalhado mapa estelar da Via Láctea. Nele, estão contidas informações extremamente precisas sobre fatores como a posição, a velocidade e a distância de quase 2 bilhões de estrelas – se hoje nós sabemos como usar a observação dos astros com grande profundidade, devemos ao menos parte disso para a missão da ESA.

Como a maioria das missões de grande porte, no entanto, as informações da missão Gaia vão sendo liberadas em séries de dados (ou “datasets”) – cada série abordando uma temática diferente. E a próxima divulgação da agência europeia, que coordena a missão, é a mais aguardada até agora, porque…

Observar a Via Láctea não é tão fácil quanto possa parecer: você pode pensar que, por morarmos nela, deveríamos saber tudo o que há para saber sobre nosso “bairro espacial”. Na verdade, é justamente por isso que sabemos tão pouco. Existe uma expressão – “ver a floresta em meio às árvores” – que ressalta justamente como é impossível você ter o detalhamento completo de uma área, se você próprio está dentro dessa mesma área.

Com a missão Gaia, isso também é verdade até certo ponto, mas avanços nas técnicas de observação astronômica e coleta e interpretação de dados nos permitirão avançar nossa familiaridade com a Via Láctea a níveis ainda desconhecidos. Por exemplo: existe a possibilidade de que o próximo dataset da missão nos mostre a distribuição da matéria – normal e escura – na nossa galáxia.

“Todas as coisas na galáxia exercem gravidade em relação a todas as estrelas, e é essa gravidade que determina quão rápido uma estrela se move”, disse Jos de Bruijne, cientista do Projeto Gaia, ao Space.com. “Ao medir os movimentos das estrelas, você também pode sondar a distribuição de matéria na Via Láctea. E isso é muito importante para nos ajudar a entender como a galáxia ‘fica no lugar’”.

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