Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 4 de janeiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Mercedes-Benz afirma que formato de SUV mudará na era elétrica, para maior eficiência

Mercedes-Benz afirma que formato de SUV mudará na era elétrica, para maior eficiência

O conceito Vision EQXX, apresentado ontem (03/01) pela Mercedes-Benz, está demonstrando a importância da aerodinâmica para os carros elétricos da empresa, e seus próximos SUVs devem seguir o mesmo caminho. A montadora deverá reinventar o modelo utilitário tradicional para buscar maior eficiência na era elétrica.

Para a marca alemã, os planos devem ser de introduzir designs mais aerodinamicamente eficientes nesses veículos. Isso no sentido de fornecer aos clientes um maior alcance por carga. Ao site Autocar, o diretor de tecnologia da Mercedes-Bez, Markus Schäfer, disse que “o maior fator para alcançar a eficiência é a aerodinâmica vezes o fator do tamanho do veículo”.

Shäfer aponta que SUVs que funcionam sem um motor de combustão podem ter larguras de eixo de tamanhos diferentes. “Tem que cair um pouco para a traseira do carro, e a largura dos eixos dianteiro e traseiro pode não ser a mesma”, afirma.

Ele também deixa claro que é necessário levar o cliente em consideração, “e os clientes adoram SUVs, sem dúvida”. O diretor diz que a participação do modelo SUV no mercado ainda está crescendo, “mas a forma provavelmente mudará”.

Os comentários de Schäfer surgem enquanto a Mercedes prepara uma nova família de SUVs elétricos sob medida usando a nova arquitetura MEA (ou EVA2). Incluindo os SUVs EQE e EQS, que devem estrear ainda este ano, trazendo melhorias notáveis ​​em comparação com os modelos convencionais. As opiniões do diretor foram ecoadas por Gordon Wagener.

O designer-chefe da Daimler (proprietária da Mercedes-Benz) disse que SUVs nunca serão tão eficientes quanto carros que ostentam a silhueta baixa [ou seja, designs na linha do conceito Vision EQXX]. As áreas frontais tradicionalmente maiores dos SUVs e as traseiras planas do tipo hatchback não conduzem à eficiência otimizada, explicou Wagener.

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