Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 7 de janeiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Tesla é criticada por abrir showroom em região da China envolvida em abusos contra os direitos humanos

Tesla é criticada por abrir showroom em região da China envolvida em abusos contra os direitos humanos

A Tesla está sendo criticada por abrir um showroom na capital de Xinjiang, uma região da China marcada por repressão contra a população uigur, uma minoria turcomena formada em boa parte por religiosos muçulmanos. O Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR) pediu o fechamento imediato do showroom, e a cessação do que alegou equivaler a “um apoio econômico para o genocídio”.

Segundo a Human Rights Watch, Elon Musk e sua empresa devem considerar os direitos humanos na região chinesa ou correr o risco de ser cúmplices.

A pesquisadora australiana da organização internacional não governamental voltada aos direitos humanos, Sophie McNeill, disse que Beijing e as empresas vêm apostando na disposição global de colocar os lucros à frente dos direitos humanos, mesmo em face dos crimes contra a humanidade. “Não devemos permitir que isso continue em 2022”, disse McNeill.

Já Ibrahim Hooper, diretor de comunicações nacionais do CAIR, disse que “nenhuma empresa americana deveria fazer negócios em uma região que é o ponto focal de uma campanha de genocídio visando uma minoria religiosa e étnica”.

Em posts na rede social Weibo, para anunciar seu showroom em Urumqi (capital de Xinjiang), a Tesla mostrou fotos das festividades de abertura e escreveu “vamos lançar juntos Xinjiang em sua jornada elétrica”. A decisão da montadora de carros elétricos atraiu algum apoio na rede social chinesa, e veio uma semana depois da Intel ter solicitado aos fornecedores que não comprassem bens, serviços ou mão de obra da região.

A mídia estatal da China acusou a empresa de tecnologia norte-americana de ofender o mercado chinês. Depois de uma reação negativa, a Intel publicou uma carta para “se desculpar profundamente pela confusão”, dizendo que o pedido era uma questão de conformidade com a lei dos EUA e não representava sua posição com relação à região chinesa.

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