
Você só se dá conta da grande importância do papel higiênico quando ele falta, não é? Pense nesses momentos e imagine, então, como seria viver sem essa tão útil invenção. Assim era a vida há mais de 165 anos, antes da produção em massa e comercialização deste item sanitário.
No início da Era Comum, para se limpar depois das necessidades fisiológicas, os romanos usavam um “tersorium”, que consistia essencialmente em uma esponja presa a uma vareta. O artefato ficava guardado submerso em água salgada ou vinagre, nas dependências internas das residências, e era levado para fora pela pessoa que iria utilizá-lo, sendo deixado novamente no lugar para próximo uso.
Aquela civilização tinha por hábito usar como banheiro público longos bancos de mármore com buracos cortados em intervalos uniformes, para que os usuários pudessem sentar confortavelmente para ter uma conversa com seus vizinhos enquanto defecavam (!). Além disso, esses banheiros públicos eram unissex, sendo usados em conjunto por membros da comunidade de qualquer idade e gênero.
Obviamente, essa era a realidade das classes mais elevadas. Os romanos mais pobres tinham que se virar com fragmentos de argila, cuidadosamente sem bordas afiadas, para evitar acidentes infelizes.
Por mais nojento que tudo isso possa parecer, tem como ser pior. Muitas culturas antigas só usavam mesmo água e suas mãos esquerdas para se limpar.
Uma nação indígena esquimó chamada inuíte, que se estabeleceu no Círculo Ártico entre os séculos 14 e 15, confiava sua higiene a um dos recursos mais facilmente disponíveis que eles tinham: a neve.
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