Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de junho de 2022 · 2 min de leitura ·

Por que a maior lua de Plutão tem o polo norte vermelho?

Por que a maior lua de Plutão tem o polo norte vermelho?

Desde 2015, quando a missão New Horizons, da NASA, registrou o polo norte vermelho de Caronte, a maior lua de Plutão, cientistas têm estudado sobre os processos planetários responsáveis por produzir essa característica que torna o satélite natural tão único no Sistema Solar.

Inicialmente, suspeitava-se que a mancha, denominada Mordor Macula, seria metano capturado da superfície do planeta anão, resultando numa coloração que representa o “cozimento” lento na luz ultravioleta (UV) do Sol.

Agora, artigos publicados nas revistas científicas Science e Geophysical Research Letters, descrevem dois estudos que utilizaram modelagem computacional e experimentos em laboratório para testar essa hipótese.

As pesquisas adicionam novos detalhes surpreendentes ao entendimento da relação entre Plutão e a lua Caronte, sugerindo que há ainda mais na coloração da região polar norte do satélite do que o que foi visto na primeira vez.

Vermelho pode ser uma cor comum de se ver em mundos ricos em ferro, como a Terra ou Marte. Mas também é muito provável que indique a presença de grupo diversificado de compostos formando um grande, espesso e bagunçado emaranhado químico conhecido como tolina. Como se brownies feitos de gases simples como dióxido de carbono e amônia fossem assados em um grande forno de luz UV, acumulando resíduos nas paredes a cada fornada.

No “brownie Caronte”, o metano seria um provável ingrediente básico. Para se tornar uma tolina, esses pequenos hidrocarbonetos precisariam absorver uma cor muito específica da luz UV filtrada por nuvens de hidrogênio em órbita, chamadas Lyman-alfa.

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