
O megalodonte era um dos maiores predadores – se não o maior predador – de sua época, quando este tubarão primordial do tamanho de dois ônibus vivia, há cerca de 3 milhões de anos ou mais.
Ao risco de repetir algo óbvio, um novo estudo, conduzido pela Universidade de Princeton, reafirmou essa impressão por meio de um método bastante engenhoso: a análise química dos dentes de vários animais marinhos predadores. A conclusão é a de que, fosse vivo hoje, o megalodonte “certamente mudaria a relação que o homem tem com o mar”.
New #PrincetonU research shows that prehistoric megatooth sharks like the Megalodon — the biggest sharks that ever lived — were apex predators at the highest level ever measured. 🦈 https://t.co/tdqmeVQXxk
Segundo os especialistas, a técnica aplicada mediu os níveis de uma forma específica de hidrogênio – chamada “hidrogênio-15” – em peixes com dentes protuberantes, como tubarões. Pela ciência, quanto mais hidrogênio-15 um animal tem, melhor posicionado no “ranking” da cadeia alimentar (ou “nível trófico”, no termo técnico) ele será.
E o megalodonte, junto de outros tubarões da época, tinha muito hidrogênio nos dentes: cerca de 20 mil predadores marinhos – 5 mil destes, tubarões – foram analisados. Onde a avaliação do próprio dente não fosse possível, registros históricos valiam para consulta. E o alto nível de hidrogênio-15 nos dentes do megalodonte contribuiu para o seu gigantismo (15 e 18 metros de comprimento e entre 35 e 50 toneladas, em média).
Um animal desse porte se sobrepõe a animais menores, o que os faz se alimentarem mais, o que amplia sua capacidade de predação e…você já entendeu aonde isso vai dar. “Tubarões como o megalodonte eram globalmente distribuídos, contribuindo com a antiga cadeia alimentar oceânica de forma que pode até ter sido maior e mais duradoura que qualquer cadeia moderna”, disse a autora primária do estudo, a Dra. Emma Kast.
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