
Pesquisadores que estudam antigas tocas e trilhas do leito do mar descobriram que os animais escavadores inferiores, como os camarões, foram os primeiros a se recuperar após a extinção em massa conhecida como “Grande Morte”, do Permiano final.
Em um artigo publicado nesta quarta-feira (29) na revista Science Advances, uma equipe internacional formada por cientistas da China, dos EUA e do Reino Unido, revela como a vida no mar se refez do evento, que matou mais de 90% das espécies na Terra. Os resultados da pesquisa foram obtidos a partir de observações de fósseis de rastreamento.
Há 252 milhões de anos, a ecosfera foi devastada pela extinção em massa do Permiano, e a recuperação da vida na Terra precisou de milhões de anos para fazer com que a biodiversidade voltasse aos níveis pré-extinção.
Ao examinar o leito do mar do sul da China, a equipe foi capaz de desvendar o renascimento da vida marinha, apontando quais atividades animais estavam acontecendo em determinado momento.
“A extinção em massa do Permiano e a recuperação da vida no Triássico Primitivo estão muito bem documentadas em todo o sul da China”, declarou em um comunicado o professor Michael Benton, da Escola de Ciências da Terra da Universidade de Bristol, no Reino Unido, colaborador do novo artigo.
“Pudemos olhar para os fósseis de rastreamento de 26 seções durante toda a série de eventos, representando sete milhões de anos cruciais de tempo. E mostrando detalhes em 400 pontos de amostragem, finalmente reconstruímos os estágios de recuperação de todos os animais, incluindo benthos e néctons, bem como esses animais de escavação de corpo mole no oceano”, disse Benton.
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