
Depois da “Superlua de Morango” o fenômeno volta a se repetir com a lua cheia de julho. Tradicionalmente, a lua cheia desse mês é conhecida como “Lua dos Cervos”, mas possui ainda outras denominações como “Lua do Trovão”. Dessa vez, será uma Superlua, segundo Fred Espenak, observador de eclipses da NASA.
As definições de superlua podem variar bastante, já que o tamanho em que o satélite parece maior visto aqui da terra é relativo. No entanto, os observatórios consideram que a Lua dos Cervos será a terceira Superlua de 2022 e o melhor: deve ser a maior delas.
Uma Superlua acontece quando o satélite natural chega à fase completa ao mesmo tempo em que sua órbita elíptica faz sua aproximação máxima da Terra. Durante esse evento, a Lua aparenta ser 14% maior e 30% mais brilhante do que o normal.
Suas aparições são poucas ao longo do ano porque precisam acontecer na hora certa e no tempo certo, diferente da cheia normal, que ocorre todo mês. Isso ocorre, pois, durante a órbita do satélite na Terra, ela passa por dois pontos importantes: o perigeu e o apogeu, dois pontos distintos causados pelo formato elíptico da órbita.
Assim, enquanto o apogeu representa o ponto em que o astro está mais longe da Terra, no perigeu ela está cerca de 50 mil quilômetros mais próxima de nosso planeta. Ou seja, para a Superlua acontecer ela deve estar na fase cheia e no perigeu ao mesmo tempo.
Isso é incomum porque, enquanto a Terra gira em torno do Sol, sua orientação para nosso planeta permanece praticamente a mesma, e muda onde a lua está em órbita durante cada fase cheia, fenômeno conhecido como precessão lunar. Sem ele, a superlua seria ainda mais rara.
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