
Falar de um carro como um Mustang Mach 1 não é avaliar coisas práticas. Quem compra um veículo assim não está adquirindo uma condução. Está adquirindo uma experiência.
Uma experiência cujo potencial é desperdiçado ao se tentar usar em coisas práticas.
É um carro que tem (no modo padrão) um raio de curva como o de um navio – sair de uma vaga num estacionamento apertado de um shopping ou supermercado pode exigir uma rezinha ou duas. O carro também é bem baixo e é muito fácil arranhar a saia ao começar ou terminar uma rampa.
O espaço nos assentos traseiros é mínimo, como se espera de um muscle car desde os anos 1970. E não há janela traseira.
Mas quem quer passear com a sogra ou carregar seus colegas de dança de salão num Mustang?
É um carro bem beberrão na cidade: andando no trânsito, indicava exíguos de 130 km de autonomia com um tanque de 61 litros. Segundo o fabricante, essa previsão é afetada por muitos fatores, mas parecia estar prestes a se cumprir até pegar a estrada. Aí, como por milagre, saltou para 380 km com 1/4 do tanque já gasto.
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