Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 28 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Estações de recarga hackeadas na Rússia com mensagens dizendo “Viva a Ucrânia!” e “Putin é um…”

Estações de recarga hackeadas na Rússia com mensagens dizendo “Viva a Ucrânia!” e “Putin é um...”

Diversas estações de carregamento carros elétricos operadas pela empresa russa Rosseti foram desativada nesta segunda-feira (28) após serem hackeadas para exibir mensagens pró-Ucrânia. Um vídeo publicado no Reddit mostra que mensagens ofensivas ao presidente russo Vladimir Putin estavam aparecendo nas telas dos terminais. Por conta disso, a empresa decidiu por desativar um número não revelado de estações de carragamento na rodovia.

A principal frase no terminal aparecia depois do aviso Call service, no plugs available (“Ligue para o serviço, plugues indisponíveis”) e dizia Putin xujlo, uma transliteração do ucraniano хуйло́ para letras latinas.

É um termo chulo. хуйло́ (pronuncia-se k-hulo, com um h aspirado) vem de хуй (k-hui), um palavrão que significa pênis em russo, ucraniano e bielorusso. O sufixo “lo” é usado para um substantivo neutro, mas na gíria eslava pode dar uma conotação sarcástica às palavras. Uma tradução educada seria: “Putin é um calhorda”. Mas dá para imaginar coisas mais adequadas.

Outras frases diziam Smert vorogam! (“Morte aos inimigos”), Geroyam slava! (“glória aos heróis”) e Slava Ukrayini! (“Viva a Ucrânia”). A autoria do ataque ainda não foi identificada.

Segundo nota da Rosseti, as estações ficam localizadas na autoestrada M11, que liga Moscou a São Petersburgo. Todas as estações do grupo, diz a nota oficial, foram compradas de uma companhia russa, Gzhelprom, mas alguns componentes (incluindo o controlador) foram terceirizadas para uma companhia ucraniana especializada, a Autoenterprise, baseada em Kharkiv.

Esta manteve um backdoor nos carregadores, permitindo a possibilidade de acesso oculto via internet — segundo a Rosseti, um processo tido como padrão em todas as estações de carregamento elétrico exportadas pela Ucrânia. Por conta disso, pressupõe-se, segundo a empresa, que o erro tenha acontecido sob a responsabilidade da Autoenterprise.

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