
Tendo em vista a forte movimentação do mercado em retaliação à Rússia por conta da invasão à Ucrânia, não está sendo diferente com as fabricantes de veículos. Algumas dessas empresas estão limitando, interrompendo ou até mesmo encerrando totalmente as atividades comerciais no país.
Fatores como paralisação de transporte e interrupção de serviços de empresas de logística, como MSC e Maersk, também são importantes para essas tomadas de decisão no país. Houve suspensões em transporte de contêineres de e para a Rússia, resultando em montadoras precisando interromper a produção devido a interrupções na cadeia de suprimentos.
Não necessariamente as empresas estão aderindo explicitamente ao boicote. Em alguns casos, ficou simplesmente impossível trabalhar por conta do boicote.
A japonesa Toyota deve interromper a produção em sua fábrica na Rússia a partir de amanhã (4), conforme vimos aqui. São produzidos em São Petersburgo modelos RAV4 e Camry, principalmente para o mercado russo. Além disso, a empresa disse que iria parar de exportar veículos para o país. Já sua conterrânea Honda vai interromper a exportação de carros e motocicletas aos consumidores russos, por conta da dificuldade no envio de veículos.
Outra fabricante de carros sediada no Japão que também pode suspender a produção na Rússia é a Mitsubishi. A empresa tem um acordo de joint venture com a PSA Peugeot Citroën, que produz veículos para Peugeot, Citroën e Mitsubishi no país de Putin, em uma fábrica de montagem em Kaluga. Além de potencialmente pausar sua produção, a Mitsubishi disse que pode interromper as vendas de seus carros para os consumidores russos.
A Daimler Truck disse na segunda-feira (28) que interromperia todas as suas atividades comerciais na Rússia, o que inclui uma joint venture com a fabricante de caminhões local Kamaz. Segundo a agência Reuters, a empresa alemã não fornecerá mais componentes para a montadora russa. A parceria já produziu 35 mil veículos para o mercado russo.
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