
O que era uma suspensão agora virou uma demissão: a agência espacial europeia (ESA) confirmou o fim da participação da Rússia na missão ExoMars, que planeja lançar um rover na superfície de Marte para a busca de sinais de vida – antiga ou atual – ao final desta década.
A situação é basicamente uma oficialização de uma suspensão ocorrida em março de 2022, quando a ESA decidiu suspender relações com a Rússia (que vinha desenvolvendo parte da tecnologia da ExoMars) após o governo de Vladimir Putin, em fevereiro, invadir a Ucrânia em ato de guerra.
Originalmente, a ESA lançaria o rover – chamado Rosalind Franklin – por meio de um foguete Proton a partir do cosmódromo Baikonur, e o pouso do veículo na superfície de Marte seria feito com o auxílio de um módulo chamado Kazachok.
On a different note, today @ESA Council addressed the ExoMars Rover and Surface Platform mission, acknowledging that the circumstances which led to the suspension of the cooperation with Roscosmos – the war in Ukraine and the resulting sanctions – continue to prevail.
As a consequence, Council mandated me to officially terminate the currently suspended cooperation with Roscosmos on the ExoMars Rover and Surface Platform mission. New insights on the way forward with other partners will come at a media briefing on 20 July, details to come.
Segundo o diretor da ESA, Josef Aschbacher, a decisão foi tomada em conselho deliberativo, avisando a seus seguidores no Twitter que os termos da suspensão ainda valiam. Aschbacher ainda prometeu mais informações sobre o futuro da missão para uma transmissão ao vivo agendada para a próxima quarta-feira (20).
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