Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de julho de 2022 · 2 min de leitura ·

Cientistas criam “lasers vivos” que podem se unir e trabalhar juntos

Cientistas criam "lasers vivos" que podem se unir e trabalhar juntos

Pesquisadores criaram um sistema de “lasers vivos” capazes de se organizarem sozinhos e se transformarem a partir de uma configuração aleatória e conforme as condições específicas do ambiente. As inovações podem resultar em melhorias para os setores de tecnologia e saúde no futuro.

Utilizados em uma ampla gama de aparelhos e com diversas finalidades, os lasers podem ser definidos como um dispositivo que produz radiação eletromagnética monocromática e coerente nas regiões visíveis, infravermelha ou ultravioleta. Portanto, eles são mais do que meros feixes de luzes vermelhas e o novo estudo publicado nesta quinta-feira (14) comprova isso. 

Segundo o artigo admitido na Nature Physics, um conjunto de lasers é capaz de se organizar sozinho, adaptando-se à evolução das condições ambientais para satisfazer necessidades específicas, formando o “laser-vivo”.  

De acordo com os pesquisadores, a aplicação deste tipo de tecnologia pode ser imensa. Eles acreditam que essa tecnologia pode pavimentar o desenvolvimento de novos sensores, computadores, fontes de luz e outras exibições tecnológicas.  

Na medicina, a próxima geração óptica pode melhorar o desempenho dos dispositivos microscópicos que precisamente atingem malignidades dentro corpo eliminando-as antes que causem algum dano ao tecido saudável.   

Em uma publicação destinada à imprensa, o autor e físico Riccardo Sapienza, da Imperial College London, declarou “nós nos perguntamos se poderíamos criar um laser com a habilidade de misturar estrutura e funcionalidade, para reconfigurar a si mesmo e cooperar, assim como fazem os materiais biológicos”. 

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