Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de julho de 2022 · 2 min de leitura ·

Astrônomos descobrem campo magnético mais forte já visto no espaço

Astrônomos descobrem campo magnético mais forte já visto no espaço

Um artigo publicado recentemente no The Astrophysical Journal Letters descreve uma descoberta fascinante feita por uma equipe composta por pesquisadores da China e da Alemanha: a cerca de 22 mil anos-luz da Terra, uma estrela diferente de todas as outras apresenta uma força magnética que supera qualquer coisa já vista pelos cientistas no espaço.

Chamado Swift J0243.6+6124, o pulsar tem impressionante 1,6 bilhão de Tesla (T – unidade que mede a densidade do fluxo magnético), o que estabelece um novo recorde ao superar a marca de um bilhão de T descoberta em torno dos pulsares GRO J1008-57 e 1A 0535+262.

A título de comparação, um ímã de geladeira tem cerca de 0,001 T, enquanto as máquinas de ressonância magnética mais poderosas conseguem atingir cerca de 3 T.

De acordo com o site ScienceAlert, a Swift J0243.6+6124 já era considerada uma estrela que valesse a pena ser estudada. Isso porque esse tipo de “peso pesado cósmico super compacto” é a única fonte de raios-X na Via Láctea a se encaixar na categoria ultra luminosa. Além disso, é também o único exemplo na nossa galáxia de um pulsar de raios-X se alimentando de uma estrela companheira tipo Be de forma rápida o suficiente a ponto de gerar jatos emissores de rádio de matéria de seus polos.

Segundo os autores do novo estudo, medir o campo magnético de um objeto distante é mais fácil na teoria do que na prática. Por mais fortes que sejam, esses campos rapidamente enfraquecem até se tornarem indetectáveis a distâncias de milhares de anos-luz.

Felizmente, no entanto, sinais podem ser encontrados na forma como o brilho ultra brilhante dos raios-X se espalha dos elétrons que descem a pista magnética, uma característica de dispersão de ressonância ciclotron.

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