Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de julho de 2022 · 2 min de leitura ·

O Universo e a nossa visão do Cosmos estão em expansão

O Universo e a nossa visão do Cosmos estão em expansão

Na primeira imagem científica do James Webb divulgada esta semana, podemos ver milhares de galáxias em uma minúscula região do céu, equivalente a um grão de areia na ponta dos dedos. Mas tão impressionante como a beleza e a imensidão do Universo vista nesta imagem, é imaginar que há pouco mais de 100 anos, só conhecíamos uma galáxia, a nossa Via-Láctea.

A palavra galáxia vem do grego e significa “leitoso”. Ela faz referência à forma que vemos nossa galáxia a olho nu, como uma mancha leitosa cortando o céu. Mas em 1609, quando Galileu Galilei apontou pela primeira vez seu telescópio para aquela mancha, percebeu que ela era composta de uma infinidade de estrelas tênues. 

Estrelas muito distantes, que ajudaram a expandir a nossa visão do Cosmos, graças à pequena luneta de Galileu. 

Em 1750, Thomas Wright propôs que a Via Láctea deveria ser uma grande estrutura em rotação em torno de um centro comum, mantida coesa por ação de forças gravitacionais. E nesta estrutura, estava contido o Sistema Solar e tudo que somos capazes de enxergar no céu noturno. Ele de fato compreendeu a natureza da Via Láctea, mas nossa visão do Universo se limitava apenas à nossa galáxia, a única que pensávamos existir, mas não a única que enxergávamos. Isso porque já podíamos enxergar, mesmo sem auxílio de telescópios, algumas galáxias “próximas”.

Em 1786, William Herschel usou o termo “nebulosa espiral”, para classificar a Grande Nebulosa de Andrômeda. Andrômeda é facilmente visível a olho nu em locais escuros, mas ela não é uma nebulosa e muito menos pertence à Via Láctea. A Nebulosa de Andrômeda é, na verdade, uma outra Galáxia, distante 2,5 milhões de anos-luz da Via-Láctea. Mas a humanidade ainda precisaria de mais de um século para chegar a essa conclusão.

Em 1912 Vesto Slipher estudava os espectros de algumas nebulosas espirais e percebeu que elas tinham as mesmas linhas de absorção das estrelas da Via-Láctea, mas com grandes desvios para o vermelho. 

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