
A Europa está aquecendo mais rápido que o resto do mundo graças às ondas de calor e o verão deste ano confirma essa tendência. 2022 está para se tornar um dos anos mais quentes do continente, confirmando uma previsão que preocupa os meteorologistas e especialistas em clima.
O satélite meteorológico europeu Eumetsat conseguiu um feito raro, na última segunda-feira (18): registrou o céu do continente europeu totalmente livre de nuvens. Esse céu de brigadeiro, como é popularmente chamado no Brasil, é um reflexo da onda de calor que envolve o continente, elevando a temperatura a patamares recordes e provocando incêndios devastadores, que atingem centenas de quilômetros quadrados de terra.
Esse fenômeno acontece após o continente passar pelo o segundo mês de junho mais quente da história da Europa, e é visto por muitos especialistas como uma evidência dos profundos efeitos das alterações climáticas, bem como um aviso do que ainda está para vir.
Segundo dados do Serviço de Gestão e Emergência de Copérnico, o continente está aquecendo mais depressa que outras partes do mundo, com temperaturas médias 2,2ºC acima dos níveis pré-industriais. Este nível de aquecimento está acima do limite de 1,5ºC a que a comunidade global estipulou para reduzir o desequilíbrio ambiental.
Uma comparação de imagens captadas pelo satélite europeu Sentinel-2, entre os meses de junho e julho, revela como a paisagem, geralmente verde e exuberante da Grã-Bretanha, tornou-se castanha e ressecada devido à seca. O Reino Unido, conhecido por verões pouco animadores, registraram temperaturas fora do habitual para a estação. Pela primeira vez na história, espera-se que partes do país atinjam os 40ºC.
Em outras partes da Europa, os satélites captaram imagens de fogos devastadores. Os bombeiros receberam diversos chamados de incêndios na Espanha, França, Grécia, Croácia e Portugal.
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