Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 20 de julho de 2022 · 2 min de leitura ·

Células zumbi se acumulam conforme envelhecemos, aponta estudo

Células zumbi se acumulam conforme envelhecemos, aponta estudo

Um estudo recente publicado na Nature Structural and Molecular Biology, feito com células humanas renais e cutâneas, aponta que danos nos telômeros (parte final dos cromossomos) podem manter células vivas, como células zumbi, porém sem função.

Os telômeros são trechos que se repetem no final do DNA e formam uma espécie de capa protetora contra danos no material genético. A cada divisão celular (mitose) esses segmentos ficam mais curtos. Ainda não se sabe por que isso acontece.

Portanto, naturalmente, conforme as pessoas envelhecem, mais curtos os telômeros ficam, e isso pode provocar a perda da função protetiva dessas estruturas.

Nesse caso, sem a proteção, os danos que acontecem no material genético podem desencadear mutações que levam à divisões celulares descontroladas, resultando em um câncer.

Células com telômeros muito curtos, e que não se tornam cancerosas, podem acumular danos ao longo do tempo e entrar em um estado zumbi. Elas se tornam incapazes de se dividir e iniciam um processo conhecido por “senescência celular”.

Como o corpúsculo celular se torna resistente à morte, seu acúmulo com o passar dos anos pode ter desfechos benéficos e maléficos para a saúde. Ele pode ser benéfico quando estimula a senescência de células próximas que apresentam riscos de se tornarem cancerosas. Além de atrair favorecer a atuação do sistema imunológico para limpar elementos cancerosos.

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