
Como leva tempo para a luz atravessar as imensas distâncias do espaço, quando observamos objetos muito afastados da Terra, a visão que temos é a de sua aparência quando eram muito mais jovens. Isso é extremamente útil para entender como o universo se parecia no início e como ele mudou desde então.
No entanto, objetos muito distantes são fracos e pequenos, o que pode torná-los impossíveis de serem estudados em detalhes. Um novo estudo, publicado no The Astrophysical Journal, indica que um aspecto importante da astrofísica é bastante atingido por essa dificuldade, causada principalmente pelas constantes mudanças que o espaço vem atravessando desde o Big Bang: como nascem as estrelas.
Segundo Plait, o que os autores do artigo estudaram é algo chamado “função de massa inicial” (IMF, na sigla em inglês), que descreve quantas estrelas de uma determinada massa nascem de uma nuvem de gás – ou nebulosa.
Estima-se que existam entre 200 bilhões e 400 bilhões de estrelas na Via Láctea. Mas elas não são todas iguais: algumas têm a massa próxima à do Sol, outras são mais ou menos encorpadas que o nosso Astro Rei, e pouquíssimas são muito mais maciças, chegando a atingir quase 100 vezes o volume solar. Em termos gerais, 80% de todas as estrelas são menores que o Sol, 10% têm em torno da mesma opulência, e 10% são mais volumosas.
O universo está se expandindo e esfriando, o que significa que no passado era menor e mais quente. Os cientistas sabem que a poeira – grãos de material rochoso criados quando as estrelas morrem e que formam nuvens que também participam da geração de estrelas – tende a ser mais quente quanto mais longe vemos uma galáxia.
“Essa temperatura ambiente mais alta pode definitivamente afetar a maneira como as estrelas nascem – um gás mais quente pode se segurar melhor contra sua gravidade, por isso é preciso mais massa para fazer uma determinada estrela”, diz Plait, explicando que o novo estudo investigou se este seria realmente o caso no universo real.
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