
A computação quântica vem ganhando cada vez mais atenção nos últimos anos devido a capacidade extraordinária que esses dispositivos possuem de fazer cálculos nunca antes vistos. Mas, quando pensamos em tecnologias nesse setor, normalmente imaginamos ferramentas que, fora do universo quântico, as interações ocorrem de forma digital. No entanto, um grupo de cientistas desenvolveu uma espécie de “flauta quântica”.
O estudo publicado na Physical Review Letters e na Nature Physics mostra que a ferramenta conseguiu fazer a luz se mover de maneiras nunca vistas antes. O dispositivo pode abrir portas para a construção de computadores quânticos com menos erros e até mesmo o registro de memórias utilizando essa ciência.
Como outras ferramentas do tipo, a “flauta quântica” utiliza bits quânticos, ou qubits na abreviação. Eles são basicamente o equivalente quântico aos bits utilizados na computação tradicional. Enquanto bits computacionais processam informações em 0 ou em 1, os qubits podem ser os dois ao mesmo tempo. O grande desafio da física quântica, no entanto, é conseguir fazer com que esses computadores sejam estáveis e confiáveis.
Mas como a pesquisa desenvolveu uma “Flauta quântica”? Bom, a ferramenta consiste em um bloco de metal com diversos furos, como os de uma flauta. Essas cavidades são projetadas para capturar fótons em frequências de micro-ondas.
David Schuster, professor na Universidade de Chicago, explica que “você pode enviar um ou vários comprimentos de onda de fótons por toda a coisa, e cada comprimento de onda cria uma ‘nota’ que pode ser usada para codificar informações quânticas”. É essa a semelhança do objeto com a flauta.
Fótons normalmente não interagem na natureza, eles normalmente apenas passam um pelo outro ignorando a existência do “colega”. No entanto, usando o qubit é possível fazer com que eles reajam à presença um do outro e o controle com as notas da flauta permitiu interações inéditas.
Entre para comentar.