
Cientistas encontraram recentemente uma incrível variedade de micróbios até então desconhecidos que habitam e se reproduzem em cavernas geotérmicas, tubos de lava e respiradouros vulcânicos no Havaí. Um artigo descrevendo a descoberta foi publicado na última quinta-feira (21) na revista científica Frontiers in Microbiology.
Essas estruturas subterrâneas foram formadas entre 65 e 800 anos e recebem pouca ou nenhuma luz solar. Nelas, é possível encontrar minerais e gases tóxicos, mas o mais fascinante, sem dúvida, são as esteiras microbianas – uma característica comum das cavernas de lava do Havaí.
Amostras dessas esteiras, coletadas entre 2006 e 2009 e depois novamente entre 2017 e 2019, revelam formas de vida ainda mais únicas do que o esperado. Quando os pesquisadores sequenciaram 70 amostras para um único gene RNA, geralmente usado para identificar a diversidade e abundância microbiana, eles não conseguiram combinar nenhum resultado com gêneros ou espécies conhecidas, pelo menos não com alto grau de confiança. “Isso sugere que cavernas e respiradouros são ecossistemas diversos subexplorados”, dizem os autores.
Depois das plantas, os micróbios são responsáveis pela maior parte da biomassa de nosso planeta e quase toda a matéria orgânica do subsolo profundo da Terra. No entanto, como esses organismos são muito pequenos e vivem em ambientes tão extremos, dificilmente são identificados pelos cientistas.
Estimativas recentes sugerem que 99,999% de todas as espécies desses micróbios permanecem desconhecidas, levando alguns pesqusiadores a se referirem a eles como “matéria escura”.
A diversidade entre os locais varia. Os tubos de lava mais antigos, aqueles entre 500 e 800 anos de idade, hospedam populações de micróbios mais diversas do que os locais geotermicamente ativos ou com menos de 400 anos de idade.
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