Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 31 de março de 2022 · 2 min de leitura ·

Object 279: tanque da União Soviética feito para ser à prova de explosão nuclear está de volta à ativa

Object 279: tanque da União Soviética feito para ser à prova de explosão nuclear está de volta à ativa

Um dos modelos militares mais experimentais da antiga União Soviética, alegadamente resistente até a uma explosão nuclear, o gargantuesco tanque Object 279 está de volta à ativa. Um vídeo divulgado pelo Museu de Blindados de Kubinka, na Rússia (veja abaixo), mostra que o trabalho de restauração do modelo foi concluído com sucesso.

Os detalhes e a duração da reforma não foram revelados, mas os principais pontos de reparo parecem ter passado pelo motor e pelo trem de pouso, além do casco e da torre, ambos pintados de vermelho — possivelmente à espera de uma coloração definitiva. Fontes indicam que este é o único Object 279 restante no mundo, um gigantesco modelo de 60 toneladas com 6,77 m de comprimento (sem a arma), 3,4 m de largura e 2,64 m de altura.

Chamado de Object 279 Kotin, o tanque soviético havia sido concebido para lutar em terrenos fora da estrada, inacessíveis aos blindados convencionais e, se necessário, resistir até mesmo à onda de choque de uma explosão nuclear. O veículo fora planejado como um tanque para o Comando Supremo da URSS, embora nunca tenha entrado em produção.

O desenvolvimento do Object 279 começou na fábrica Kirov, em Leningrado (atual São Petersburgo), no fim dos anos 1950. À época, o tanque possuía como armamento principal uma metralhadora M-65 de 130 mm com 24 cartuchos de munição.

Alimentado por um motor a diesel de 16 cilindros e 1000 cv de potência, o Kotin alcançava uma velocidade de 55 km/h e autonomia de 300 km. Trazia ainda um sistema de carregamento semiautomático com uma taxa de cinco a sete tiros por minuto, equipado com sistema de estabilização para disparo preciso aliado a telêmetro óptico, orientação automática e visão noturna — recursos avançados para o período.

Esperava-se ainda que a forma inusitada do casco tornasse o tanque menos propenso a capotar em uma explosão nuclear. A tripulação do tanque consistia em quatro: comandante, artilheiro, carregador na torre e motorista — todos com sistemas de proteção nuclear, biológica e química.

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