Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 5 de abril de 2022 · 2 min de leitura ·

O que é Lidar, por que pode ser o futuro dos carros e por que a Tesla esnoba

O que é Lidar, por que pode ser o futuro dos carros e por que a Tesla esnoba

Lidar vem do inglês Light Detection and Ranging (“detecção e medição de distâncias por luz”). É quase idêntico à origem do termo radar: Radio Detection and Ranging. E não é por acaso: lidar é basicamente um radar operando por luz, na forma de laser. A função é a mesma: detectar objetos, medir sua distância e movimento.

A diferença é que é um processo exponencialmente mais sofisticado. Num radar, as ondas de rádio, que são um tipo de emissão eletromagnética, são emitidas por uma ou mais antenas e detectadas quando, ao atingirem um objeto, são refletidas por ele e detectadas novamente. Como as ondas são longas, e emitidas num cone em frente à antena, é um processo pouco preciso: a 100 metros de distância, a resolução do radar, o espaço entre o que ele é capaz de diferenciar objetos individuais, se mede em metros.

Lidar usa outro tipo de emissão eletromagnética: a luz. Geralmente em infravermelho que, em baixa potência, não é perigoso para os olhos das pessoas. Assim como o radar, o reflexo da mesma emissão é o que informa ao sistema o que foi detectado. É como apontar uma caneta laser em direção ao prédio: o ponto que aparece é a luz retornando a seus olhos. Como a velocidade da luz é constante, o tempo entre a caneta ser ligada e o ponto ser detectado, que é o tempo que a luz levou para ir e voltar, serve para calcular as distâncias.

Essa luz não é emitida em cone, como um radar, mas focada milimetricamente com lasers, que disparam múltiplas vezes por segundo em direções variadas para medir a distância até os objetos. O resultado é uma imagem 3D extremamente detalhada do ambiente.

Enquanto o radar tem mais de um século, criado em 1904, o lidar também não é novo: sua criação na prática foi logo após a invenção do laser, em 1961. Nos anos 1960, já era usado pela Nasa extensivamente, e satélites meteorológicos já trabalham com lidar há décadas.

É seu uso em terra que o tornou a palavra do momento: a tecnologia de sensores de luz e, principalmente, computadores para processar a colossal quantidade de informações gerada por um lidar na cidade, só surgiu em tempos recentes.

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