Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de julho de 2022 · 2 min de leitura ·

Rússia diz para NASA que deve ficar na ISS até 2028

Rússia diz para NASA que deve ficar na ISS até 2028

Após anunciar que deixaria a Estação Espacial Internacional (ISS) após 2024, a Rússia parece ter explicado melhor sua ideia. Pelo menos é o que a agência espacial do país, Roscosmos, informou para a NASA. As duas praticamente dividem a operação da ISS (apesar de outras agências, como a europeia, também atuarem por lá) e o trabalho em conjunto é fundamental para a manutenção das operações.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a chefe de operações da NASA, Kathy Lueders, foi informada pelos russos que o país gostaria de manter astronautas na ISS até que sua própria estação esteja pronta. Como noticiado pelo Olhar Digital, a expectativa é que as operações da unidade inteiramente russa no espaço comecem em 2028.

Além disso, Lueders explicou que até o momento não há nenhum sinal de que o trabalho conjunto das duas agências na ISS será interrompido. “Não temos nenhum indício, em nenhum nível de trabalho, de qualquer mudança”,explicou para a agência.

É bem verdade que 2028 é praticamente o ano limite para a ISS. Segundo a própria NASA, o tempo de uso da estação é até 2030 e após isso ela deve ser aposentada por completo. O acordo atual entre as duas agências é válido até 2024, com os americanos querendo estender até justamente 2030 e, aparentemente, os russos apenas até 2028.

Yuri Borisov, o novo chefe da Roscosmos, a agência espacial da Rússia, revelou na terça-feira (26) que o país realmente decidiu deixar a ISS, mas apesar da dura declaração e da validade atual do acordo, ele não garantiu uma data para a saída. “A decisão de deixar a estação após 2024 foi tomada”, declarou. Ou seja, a nova informação não necessariamente desmente Borisov, apesar de colocar uma pulga atrás da orelha nos prazos russos.

É comum dizer que a ISS tem um “lado russo” e um “lado americano” (embora a realidade seja um pouco mais complexa), e astronautas dos dois países são presença constante nas tripulações que se revezam em órbita a cada seis meses.

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