
Um artigo publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society apresenta um estudo detalhado sobre a formação de sinais de rádio, no aglomerado de galáxias chamado Abell 3266, que pode mudar o que se sabia sobre as repercussões desse fenômeno.
Essas galáxias estão a cerca de 800 milhões de anos-luz de distância e, assim como todos os aglomerados, são formadas por galáxias (centenas ou milhares delas), matéria escura e uma “sopa” de plasma quente (gás aquecido acima de 10.000.000ºC entrelaçado com campos magnéticos fracos).
Os cientistas buscavam encontrar objetos, que podem ser observados em aglomerados como Abell, como: fontes de rádio e halos de rádio.
Esses diferentes produtos são formados quando os aglomerados de galáxias colidem entre si. Essa colisão emite grandes quantidades de energia, que se misturam com partículas de plasma quente, e formam os sinais de rádio. Deste processo, resultam emissões de diferentes formas e tamanhos.
As relíquias de rádio, por exemplo, têm formato de arco e surgem da colisão entre os conglomerados. Os halos de rádio são fontes irregulares que estão em direção ao centro do aglomerado e, apesar de compartilharem a mesma origem das relíquias, ainda não se sabe quais particularidades acontecem que levam a uma diferenciação entre elas.
Os “fósseis” de rádio são diferentes, pois não são originados a partir de uma colisão, e sim da morte de um buraco negro supermassivo localizado no centro das galáxias.
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