Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Informação pode evitar que efeitos da crise climática destruam a civilização, diz relatório

Informação pode evitar que efeitos da crise climática destruam a civilização, diz relatório

Mesmo diante de uma cada vez mais crescente crise climática mundial, que impacta desde a saúde dos indivíduos até a sustentabilidade de ecossistemas inteiros e seus recursos, possíveis catástrofes globais continuam não sendo levadas tão a sério quanto deveriam.

Um relatório publicado nesta segunda-feira (1) no Proceedings of the National Academy of Sciences reforça que é hora de começarmos a considerar os piores cenários e elaborar um esquema tático efetivo sobre o que fazer se – ou quando – o nosso modo de vida atual desmoronar.

“As mudanças climáticas desempenharam um papel em todos os eventos de extinção em massa. Ajudou a derrubar impérios e a moldar a história. Até o mundo moderno parece adaptado a um nicho climático específico”, diz o principal autor do artigo, Luke Kemp, pesquisador do Centro para o Estudo do Risco Existencial da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

“Os caminhos para o desastre não se limitam aos impactos diretos das altas temperaturas, como eventos climáticos extremos”, declarou Kemp, em entrevista ao LiveScience. “Efeitos negativos, como crises financeiras, conflitos e novos surtos de doenças podem desencadear outras calamidades e impedir a recuperação de possíveis desastres, como uma guerra nuclear”.

A história recente já deu à humanidade uma prévia de como pandemias, instabilidade econômica e escassez global de alimentos podem afetar significativamente a vida das pessoas, ainda mais de forma combinada. 

Embora os resultados não sejam agradáveis, as estruturas da civilização global, no entanto, permanecem relativamente intactas. Em algum momento, todavia, tudo o que nos ajuda a resistir a essas situações pode entrar em colapso. Pandemias sucessivas e a escassez de alimentos levam os seres humanos a um contato mais próximo com os reservatórios de doenças zoonóticas. As guerras limitam a distribuição de alimentos por anos – talvez por décadas seguidas. A inflação que vai crescendo desenfreadamente conforme as economias lutam para lidar com novas formas de fazer negócios em um mundo mais quente e devastado por desastres.

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