
Conforme divulgado há alguns meses pelo Olhar Digital, o objeto mais brilhante do céu noturno depois da Lua vai receber bastante atenção a partir de 2030, quando começa aquela que já está sendo chamada de “Década de Vênus”. Pelo menos três missões espaciais tendo o planeta como alvo já foram anunciadas: VERITAS, EnVision e DAVINCI.
Projetada e gerenciada pela Agência Espacial Europeia (ESA), em parceria com a NASA, a EnVision será responsável por complementar as observações da primeira missão, bem como elaborar um mapeamento óptico, espectral e de radar do nosso vizinho, que servirá de apoio para os estudos da última.
Recentemente, a ESA emitiu um comunicado que detalha a missão EnVision, especialmente no que se refere às dificuldades que a espaçonave vai encontrar. No topo da lista de desafios está a “atmosfera quente e espessa” de Vênus, que é composta de dióxido de carbono e vapores de ácido sulfúrico, o que o torna o planeta mais quente do nosso Sistema Solar.
Isso significa que a agência precisará de um plano detalhado para “surfar” com segurança na atmosfera venusiana — sem ter sua espaçonave derretida como um marshmallow que se aproximou demais do fogo.
No momento, a missão está na fase de desenvolvimento de um método de “aerobraking“, que envolve a desaceleração significativa da espaçonave para que ela possa baixar sua órbita para um pouco acima da borda interna da agitada atmosfera do planeta.
Uma vez ali posicionada, ela tentará coletar o máximo de informações possível sobre seu alvo. Se tudo correr de acordo com o plano, a EnVision repetirá esse processo ao longo de milhares de órbitas.
Entre para comentar.