Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Descoberta revolucionária fora da Via Láctea tem participação de brasileiro

Descoberta revolucionária fora da Via Láctea tem participação de brasileiro

Buracos negros são regiões do espaço com uma força gravitacional tão grande que nem a luz é capaz de escapar. E se nem a luz, que é o movimento mais rápido que existe no universo, consegue se livrar da fome incontrolável desses monstros cósmicos, daí podemos ter uma ideia de seu poder de atração.

Recentemente, o mundo foi presenteado com a primeira imagem real do buraco negro supermassivo central da Via Láctea, chamado de Sagitário A*. Os buracos negros estão constantemente se agitando à medida que as órbitas de gás fluem ao seu redor, no chamado horizonte de eventos. No entanto, nunca foram registradas imagens em movimento capazes de mostrar toda essa turbulência – algo que, um dia, a partir dessa descoberta, os cientistas acreditam ser possível.

Não é à toa que o estudo dos buracos negros fascina tanto os pesquisadores do cosmos. Todo o mistério em torno desses fenômenos torna irresistível o desejo por descobrir cada vez mais e poder desvendar cada um dos segredos que eles escondem.

O professor da Universidade Federal do Rio Grande (UFRN) e docente dos Programas de Pós-Graduação em Física da UFRN e da Universidade do Estado do Rio Grande (UERN), Leonardo Andrade de Almeida, mestre e doutor em Astrofísica pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), é um dos milhares de cientistas espalhados pelo mundo que anseiam por isso.

E ele já tem mais um motivo para se orgulhar, além do admirável currículo, que conta com passagens por importantes instituições de ensino e pesquisa do Brasil e do exterior, como a Universidade Johns Hopkins e o Space Telescope at Science Institute, nos EUA, e o Observatório Real de Edimburgo, no Reino Unido.

Almeida é o primeiro autor de um estudo, publicado em 2017 na revista científica Astronomy & Astrophysics, que foi o artigo inicial do projeto “The Tarantula Massive Binary Monitoring” liderado pelo Ph.D. em Astrofísica Hugues Sana, e que tem como objetivo estudar em detalhes 100 sistemas binários compostos pelas estrelas mais massivas da região da Nebulosa da Tarântula, na Grande Nuvem de Magalhães, galáxia vizinha à Via Láctea.

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