Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Fábricas espaciais se tornarão realidade, mas só depois de uma “faxina” da órbita

Fábricas espaciais se tornarão realidade, mas só depois de uma "faxina" da órbita

A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA está analisando como pode ajudar a impulsionar a criação de fábricas espaciais, mas disse que os detritos na órbita terrestre precisam ser abordados primeiro.

Em uma reunião realizada em 5 de agosto, a FCC votou por unanimidade (4 a 0) para abrir procedimentos sobre manutenção, montagem e fabricação no espaço a fim de examinar que tipo de oportunidades e desafios seriam criados ao mover alguns processos industriais para além da atmosfera terrestre.

Em um comunicado, a agência disse que a iniciativa “tem o potencial de construir indústrias inteiras, criar novos empregos, mitigar as mudanças climáticas e promover os interesses econômicos, científicos, tecnológicos e de segurança nacional dos Estados Unidos”.

A FCC analisará as possibilidades do projeto, incluindo reabastecimento de satélites em voo, inspeções e reparos de espaçonaves orbitais, “transformação de materiais através da fabricação no espaço” e remoção de detritos, algo que a presidente da FCC, Jessica Rosenworcel, disse ser essencial para promover segurança e responsabilidade no espaço.

“Existem milhares de toneladas métricas de lixo no espaço que, se não tratadas, restringirão essas novas oportunidades nos céus e a iniciativa pode ajudar a melhorar esse ambiente”, declarou Rosenworcel.

Os detritos espaciais devem ser um sério impedimento para a atividade orbital no futuro próximo. Milhões de pedaços de tamanhos diferentes estão flutuando ao redor da Terra, e mesmo os menores têm o potencial de causar danos catastróficos a espaçonaves.

Compartilhe