Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 11 de maio de 2022 · 2 min de leitura ·

CEO da Renault diz que mudar cedo demais para elétricos pode prejudicar o meio ambiente

CEO da Renault diz que mudar cedo demais para elétricos pode prejudicar o meio ambiente

Para Luca de Meo, CEO da Renault, a mudança muito rápida do mercado automotivo para veículos elétricos pode ser prejudicial, inclusive para o meio ambiente. O executivo italiano também aponta que esse movimento traz um impacto negativo financeiro e na sociedade.

Suas impressões foram compartilhadas durante a cúpula Future of the Car, do Financial Times. O chefe da Renault explicou que mudar muito rápido para a mobilidade pessoal totalmente elétrica provavelmente não é “a resposta” para salvar o planeta.

“A primeira coisa que quero dizer é que a Renault está obviamente muito comprometida com os veículos elétricos”, disse de Meo. “Começamos muito cedo aqui e continuamos acreditando que a eletricidade, e talvez o hidrogênio, possam ser uma boa solução para algumas aplicações”.

“Mas se você olhar para os dados, é evidente que as vendas de motores de combustão – incluindo híbridos – ainda não atingiram seu pico. Existem desafios, em todas as perspectivas sociais, financeiras e ecológicas, que devem ser considerados”, observa o chefe da Renault.

Para de Meo, impor exigências rigorosas para promover a eletrificação pode prejudicar o meio ambiente, pois cortaria o investimento em cima da tecnologia atual de motores de combustão para ser a mais limpa possível. “E depois, há a acessibilidade financeira dos veículos elétricos. Vemos paridade de preços por volta de 2025. Mas agora, isso pode ter mudado por causa da inflação das matérias-primas”, explica.

As colocações do CEO da Renault seguem uma sintonia com o que o CEO do Grupo Volkswagen disse sobre ser muito cedo para a indústria passar inteiramente para a energia elétrica. Herbert Diess fez um discurso durante a mesma cúpula Future of the Car, onde disse que a demanda do cliente provavelmente existe, mas a infraestrutura que suporta a fabricação e operação de veículos elétricos ainda não está pronta.

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