Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Mar leitoso: cientistas estão mais perto de explicar esse fenômeno

Mar leitoso: cientistas estão mais perto de explicar esse fenômeno

Pesquisadores estão mais próximos de entender um fenômeno peculiar: o mar leitoso. Ele torna as águas do mar aberto fluorescentes e com cor semelhante a do leite, durante à noite. Durante uma expedição pelo Oceano Índico, no convés do iate Ganesha, Naomi McKinnon viu o mar se iluminar.

Segundo o relato fornecido pela tripulante, para a BBC, “o mar estava iluminado como se houvesse grandes projetores de luz debaixo d’água […], e as ondas na proa eram pretas, o que foi uma experiência arrepiante, porque normalmente as ondas na proa são sempre brancas e o mar é preto.”

O fenômeno dos mares leitosos foge às explicações e são poucos os relatos e as pesquisas realizadas em cima desse tema. É possível encontrar alguns na leitura marítima e na ficção, porém, poucas pessoas entraram em contato com esse evento.

Naomi conta que “visualmente parecia que o barco flutuava mais alto que o usual e que estávamos navegando por um campo de neve que resplandecia com o brilho da Lua”. Assim que chegou em terra firme, ela buscou saber mais sobre o assunto e encontrou um relatório do especialista em observação da Terra, da Colorado State Universoty, Steve Miller.

O documento de Miller descrevia um evento semelhante na costa de Java, no Oceano Pacífico, registrado via satélite. Em entrevista a BBC, o especialista disse que “gostaríamos de ter dados da água para comprovar o que vimos do ar, mas era difícil entrar em contato com barcos ou pessoas que pudessem ter testemunhado alguma coisa. Então assumimos o risco calculado de publicar o trabalho com a esperança de encontrar alguém que o tenha visto”.

Quando o pesquisador entrou em contato com o relatório do iate Ganesha, ele ficou eufórico, pois aquela era “a primeira confirmação visual de que nossa nova geração de sensores de satélites pode detectar de mares leitosos de forma autônoma”.

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