Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

“Irresponsável!”: EUA acusam Rússia de usar espaçonave espiã para “perseguir” um de seus satélites

“Irresponsável!”: EUA acusam Rússia de usar espaçonave espiã para “perseguir” um de seus satélites

Estão cada dia piores as relações entre os EUA e a Rússia. O Pentágono, sede do Departamento de Defesa norte-americano, acusa o país governado por Vladimir Putin de perseguição a um de seus satélites de reconhecimento, uma prática conhecida como Tailgating – quando elementos não autorizados seguem indivíduos autorizados até localizações seguras, com o objetivo de obter ativos valiosos e informações confidenciais.

Na última semana, a Rússia lançou o Kosmos 2558, que parece ter sido colocado quase na mesma órbita do USA 326, um satélite norte-americano lançado em fevereiro. De acordo com o cientista holandês Marco Langbroek, especialista em Conscientização Situacional do Espaço Óptico, desde o dia 2 de agosto a espaçonave russa está espelhando a órbita do satélite dos EUA com uma diferença de apenas 0,04 graus e uma separação de 67 km. 

5/x~67 km, most of it in altitude, is a clear safe distance, but close enough to make it interesting given that Kosmos 2558 appears to have been inserted almost exactly in the same orbital plane as USA 326.

“Isso é um comportamento realmente irresponsável”, disse o general James H. Dickinson, que lidera o Comando Espacial dos EUA (US SPACECOM), em declaração ao jornal NBC Nightly News. “Vemos que está em uma órbita semelhante a um de nossos ativos de alto valor para o governo dos EUA”.

Há rumores de que o Kosmos 2558 é um chamado “satélite inspetor”, capaz de manobrar perto de outras naves espaciais. Segundo o site Space.com, outros satélites russos foram observados no passado exibindo os mesmos comportamentos.

Esta não é a primeira vez que os EUA condenam atividades russas em órbita. Em novembro do ano passado, o país disparou um míssil para destruir um de seus próprios satélites extintos, em um teste antissatélite, deixando para trás milhares de fragmentos espaciais rastreáveis ​​e centenas de milhares de detritos menores e indetectáveis ​​em órbita baixa da Terra, colocando em risco a estrutura da Estação Espacial Internacional (ISS) e seus tripulantes. 

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