
Um estudo científico recente propõe o uso de magnetismo na produção de oxigênio no espaço para astronautas, o que melhoraria este processo.
Um time internacional de pesquisadores, que envolve a Universidade de Warwick no Reino Unido, a Universidade de Colorado Boulder nos Estados Unidos, e a Universidade Livre de Berlim na Alemanha, pode ter criado uma forma melhor para a produção de oxigênio no espaço, com o uso de magnetismo.
O resultado da pesquisa foi publicado na revista npj Microgravity, e propõe uma solução para o complicado processo de manter astronautas em veículos espaciais como a Estação Espacial Internacional, o que pode auxiliar em planos futuros de missões para a Lua e Marte.
O autor principal da pesquisa, o recém Ph.D. pela Universidade de Colorado Boulder, Álvaro Romero-Calvo, explicou a dificuldade atual para se produzir oxigênio no espaço, via Phys. “na Estação Espacial Internacional, o oxigênio é gerado usando uma célula eletrolítica que divide a água em hidrogênio e oxigênio, mas depois é preciso tirar esses gases do sistema.”
Ele continuou: “Uma análise relativamente recente de um pesquisador do [Centro de Pesquisa] Ames da NASA concluiu que adaptar a mesma arquitetura em uma viagem a Marte teria penalidades de massa e confiabilidade tão significativas que não faria nenhum sentido usá-la.”
A Dra. Katharina Brinkert, do Departamento de Química da Universidade de Warwick e Centro de Tecnologia Espacial Aplicada e Microgravidade (ZARM) na Alemanha, também comentou sobre a questão. “A separação de fases eficiente em ambientes gravitacionais reduzidos é um obstáculo para a exploração espacial humana e conhecido desde os primeiros voos para o espaço na década de 1960. Esse fenômeno é um desafio particular para o sistema de suporte à vida a bordo da espaçonave e da Estação Espacial Internacional, pois o oxigênio para a tripulação é produzido em sistemas eletrolisadores de água e requer a separação do eletrodo e do eletrólito líquido.”
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