
Nem todo carro que ganha um status lendário na história automotiva e cria uma legião de fãs é um carrão. Carrinhos também tem seu espaço como ícones de seu tempo. São veículos como o Fusca, o rei de todos os subcompactos, e também o Mini, o Renault 4CV e, claro, o Fiat 500, que agora tem um sucessor, o 500e.
É mais chique chamar em italiano, como a montadora faz: “Cinquecento”. O clássico supercompacto da Fiat foi vendido entre 1957 e 1975 e reencarnou duas vezes: uma nos anos 80, sem chamar muito a atenção, e outra em 2007, e criando um novo fã-clube.
Então, seguindo a linha do Volkswagen New Beetle, a reinvenção do Fusca, não era mais um veículo popular, mas um objeto nostálgico do desejo. Um carrinho moderno feito já para ser cult.
Em 2013, veio a versão elétrica, 500-e, que não vendeu muito e, na real, não é mais parecida que o 500e de hoje que a versão a combustão interna era. Enfim, o 500e (tudo junto) foi lançado em 2020 e esse é o único 500 que dá para comprar hoje no Brasil.
Passei uma semana com o 500e. E o que dá para dizer dele, antes de entrar nos detalhes, é que é o que montadora planejou para ele. É um carrinho… joinha. No sentido de uma pequena joia mesmo, uma coisa minúscula, bela, venerada e bem cara.
São mais de R$ 255 mil num carro menor que subcompacto no qual não cabem 4 adultos. Também é um carro de uso principalmente urbano, com uma bateria relativamente curta, para o que montadora diz ter autonomia para entre 300 e 420 km, mas que, no teste na cidade, indicava por volta de 260 km quando cheia. Viagens para fora da região metropolitana, só se você planejar bem.
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