
Construída e mantida por um consórcio de 15 países, entre os quais os EUA e a Rússia são os membros mais importantes, a Estação Espacial Internacional (ISS) começou a ser montada em órbita em 1998 e foi oficialmente concluída em 8 de junho de 2011. Desde o ano 2000, ela é continuamente ocupada por astronautas, que se revezam em pequenos grupos para passar, em média, seis meses trabalhando e conduzindo experimentos científicos no laboratório orbital.
O tempo recorde de permanência pertence ao norte-americano Mark Vande Hei e ao russo Pyotr Dubrov, que passaram 355 dias por lá. Você já imaginou ficar tanto tempo assim longe da família e dos amigos, sem nenhum tipo de comunicação com eles? Seria terrível, não?
Para alívio daqueles que são escalados para viver essa experiência, desde 2010 a ISS conta com um sistema de conexão que permite acesso pessoal à internet. Isso foi pensado com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de quem está confinado na estrutura, que fica a 408 km de altitude.
São utilizadas as mesmas conexões de telemetria usadas para o contato e troca de dados entre a tripulação e os centros de controle na Terra, por meio de sinais de satélite.
Ao clicar em um link, por exemplo, o comando é enviado para uma rede de satélites que orbitam a Terra a mais de 35 mil km de altitude, próximos dos chamados satélites geoestacionários (que ficam parados acima de um ponto fixo do planeta).
Esses satélites se conectam a uma rede de servidores em solo — a Deep Space Network — com instalações no estado norte-americano da Califórnia, em Madrid (Espanha) e em Canberra (Austrália), que, por sua vez, se comunicam com o Centro Espacial Johnson, em Houston (EUA). Lá, um computador faz a interface entre a estação espacial, os satélites, os receptores e instalações da NASA e a internet em si.
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