Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Fofura nível máximo: cachorros derramam lágrimas de emoção quando encontram seus donos

Fofura nível máximo: cachorros derramam lágrimas de emoção quando encontram seus donos

Você é daqueles que choram assistindo a um filme ou em uma cerimônia de casamento, por exemplo? Durante muito tempo, sempre se acreditou que derramar lágrimas de emoção fosse uma capacidade exclusiva dos seres humanos. No entanto, um estudo aponta que nossos melhores amigos – os cachorros – também têm essa característica. E o mais fofo é que eles se emocionam, principalmente, só de estar em companhia de seus donos após longos períodos de ausência.

Um artigo publicado na terça-feira (22) na revista Current Biology descreve o estudo conduzido por pesquisadores do Japão, que analisaram o globo ocular de cães de raças variadas. 

Em um primeiro experimento, 18 cachorros tiveram a umidade de seus olhos examinada. Os pesquisadores notaram um aumento de 10% no volume de lágrimas (em comparação com a umidade habitual) nos olhos dos animais quando eles cumprimentavam seus donos após intervalos de separação. O mesmo não era registrado quando eles encontravam pessoas que não faziam parte do ciclo familiar ao qual pertenciam.

Em nossa própria espécie, um maior volume de lágrimas está ligado a um maior grau de emoção, e os achados dos cientistas japoneses sugerem que emoções positivas podem provocar as lágrimas extras em cães também.

Quando uma solução contendo ocitocina (o “hormônio do amor”, também associado a sentimentos como confiança, empatia e construção de relacionamentos) foi adicionada diretamente aos olhos de 22 cães em outro experimento, os pesquisadores descobriram que mais lágrimas eram produzidas.

Dessa forma, quando eles cumprimentam um ente querido, é provável que haja uma elevação na ocitocina, desencadeando uma produção extra de lágrimas. “Nunca tínhamos ouvido que os animais derramavam lágrimas em situações alegres, como reunir-se com seus donos, e estávamos todos animados que este seria o primeiro estudo do mundo”, diz o comportamentalista animal Takefumi Kikusui, da Universidade de Azabu.

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