Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

De volta à Lua: saiba como o Brasil pode participar do Programa Artemis

De volta à Lua: saiba como o Brasil pode participar do Programa Artemis

Na próxima segunda-feira (29), será lançada a missão Artemis 1, um voo teste não tripulado que servirá de demonstração das capacidades do complexo veicular formado pelo megafoguete Space Launch System (SLS) e a cápsula Orion rumo à Lua. 

Esse será o primeiro lançamento do novo programa da NASA que visa não apenas levar astronautas para pisar novamente em solo lunar, mas, principalmente, estabelecer uma presença humana sustentável e de longa duração no satélite natural da Terra.

O Programa Artemis será regido por diretrizes determinadas pelos Acordos Artemis, que estabelecem boas práticas para exploração da Lua, Marte e outros corpos celestes do espaço profundo no futuro. Atualmente, 21 países são signatários do documento, entre eles, o Brasil.

Isso não significa que nós vamos mandar astronautas para a Lua. Essa possibilidade não consta nem nos planos a longo prazo do projeto. Na adesão ao acordo, as nações apenas concordam que, ao explorar o espaço, seguirão um conjunto de princípios comuns para garantir a cooperação mútua e pacífica entre elas.

Entre outros deveres, os países membros se comprometem a compartilhar informações e descobertas científicas, usar padrões em vigor para garantir a interoperabilidade de estruturas e sistemas, prestar assistência humanitária a tripulações em perigo, preservar artefatos de valor histórico, extrair recursos de forma sustentável e restringir o máximo possível a produção de lixo espacial.

Não existe nenhuma cláusula no contrato estipulando o compartilhamento de tecnologia de foguetes ou garantindo a participação dos membros em missões futuras. Ainda assim, a adesão do Brasil ao Acordo Artemis é importante, principalmente do ponto de vista do compartilhamento de informações científicas, já que elas podem impulsionar o trabalho de nossos pesquisadores e da nossa indústria aeroespacial, que ainda está engatinhando.

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