
Uma tempestade solar que ocorreu na sexta-feira (26), em um fenômeno conhecido como ‘ejeção de massa coronal’, emitiu uma enorme quantidade de partículas carregadas que podem atingir a Terra nesta segunda-feira (29).
A tempestade em questão vem da mancha solar AR3089, que está apresentando uma série de explosões de classe M [média] intensificadas.
De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica norte-americana, a eventual chegada dessas partículas pode causar o surgimento de auroras polares (boreais e austrais) ao redor do Círculo Ártico, em decorrência de sua interação com o campo magnético terrestre.
Faixas de luzes foram avistadas no início da semana passada, inclusive de um local privilegiado: a astronauta italiana Samantha Cristoforetti, da Agência Espacial Europeia (ESA), pôde presenciar e tirar fotos do espetáculo direto do espaço. Ela disse que foi a tempestade mais poderosa que ela viu em seus 300 dias na Estação Espacial Internacional (ISS).
The Sun has been really active lately. Last week we saw the most stunning auroras I have ever experienced in over 300 days in space! #auroraaustralis #MissionMinerva pic.twitter.com/r9hzZSoMNp
A despeito da beleza de seus shows de luzes, as tempestades solares podem causar consequências negativas para o nosso dia-a-dia na Terra. Explosões violentas costumam danificar satélites, linhas de energia e outras infraestruturas cruciais para o funcionamento de nossos complexos produtivos.
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