Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 31 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Hidrogênio pode ser fonte de energia limpa e mais barata

Hidrogênio pode ser fonte de energia limpa e mais barata

Em busca de alternativas para suplantar o uso de combustíveis fósseis em larga escala, um novo estudo sobre o uso do hidrogênio como combustível aponta para caminhos promissores. Os cientistas realmente acreditam que esse tipo de molécula seja uma fonte limpa e abundante de produção de energia, o que facilitaria a sua prática e baratearia o seu custo.

A recente pesquisa descreveu um método simples, que envolve nanopartículas de alumínio, capazes de remover o oxigênio de moléculas de água e liberar apenas o gás hidrogênio. Esse processo, além de produzir grandes quantidades de hidrogênio, funciona à temperatura ambiente.

Isso significa que a produção não precisa empregar quantidades enormes de energia para produzir combustível. Um fator que torna o uso do hidrogênio ainda mais incrível, é pelo fato de o método ser compátivel com qualquer tipo de água, como as águas residuais e a água do oceano.

O cientista de materiais da Universidade da Califórnia, Scott Oliver, declarou, impressionado, que “não precisamos de nenhuma entrada de energia, e ele borbulha hidrogênio como louco. Eu nunca vi nada parecido.”

O processo acontece porque o gálio, um metal, em contato com a água formam uma reação química contínua. Apesar de essa reação (alumínio-gálio-água) ser conhecida há décadas, a equipe decidiu aprimorá-la e fazer algumas adaptações. Através de técnicas como microscopia eletrônica e difração de raios-X, os pesquisadores conseguiram encontrar a melhor mistura de alumínio e gálio para produzir hidrogênio com maior eficiência.

Segundo o professor de química orgânica da Universidade da Califórnia, Bakthan Singaram, explica como ocorre a reação responsável pela produção do gás. “O gálio separa as nanopartículas e as impede de se agregar em partículas maiores”. A liga rica em gálio tem duas funções: remover o revestimento de óxido de alumínio (que normalmente bloquearia a reação com água) e produzir nanopartículas de alumínio, que permitem reações mais rápidas.

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