
Originalmente marcado para a última segunda-feira (29), o voo não tripulado que inaugura o novo programa da NASA de exploração da Lua e do espaço profundo foi adiado por problemas técnicos. A segunda tentativa de lançamento da missão Artemis 1, programada para decolar às 15h17 deste sábado (3), também acabou sendo cancelada pela agência.
Independentemente de quando o lançamento do voo Artemis 1 for acontecer, a missão tem por objetivo principal testar as capacidades do complexo veicular formado pelo megafoguete Space Launch System (SLS) e a cápsula Orion, que será lançada ao espaço para passar uma temporada circundando a Lua. A espaçonave usará a força gravitacional do corpo celeste para avançar mais longe do que qualquer outro veículo desenvolvido para transporte de astronautas jamais esteve.
De forma geral, a missão Artemis 1 servirá para “preparar o terreno” para as futuras expedições humanas do programa Artemis, dando início a uma nova era na exploração espacial. Se tudo der certo, por volta de 2025 ou 2026, astronautas vão pisar em solo lunar pela primeira vez desde a missão Apollo 17, em 1972.
Se nas décadas de 1960 e 1970, o mundo vivia sob a tensão da Guerra Fria, que refletia os conflitos geopolíticos entre os EUA e a então União Soviética (URSS), agora Rússia, hoje a situação é pautada pelas disputas não apenas entre essas duas superpotências, mas também com a participação cada vez mais importante da China.
Desta vez, não se trata apenas de deixar pegadas cravadas no solo lunar. Mais do que isso, o programa marca o início de uma nova corrida espacial pelos recursos do nosso satélite natural. E esses três países são os principais competidores nessa concorrência para mineração da Lua – só não são os únicos.
O programa Artemis é liderado pelos EUA, com participação da Agência Espacial Europeia (ESA) e muitas outras nações amigáveis, incluindo a Austrália.
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