
Levar a humanidade de volta à Lua é o principal objetivo espacial dos EUA para os próximos anos, por meio do Programa Artemis. O país, no entanto, não é o único com essa ambição: China e Rússia também estão no páreo.
Isso reflete um pouco do que permeou a corrida espacial nas décadas de 1960 e 1970, quando os norte-americanos, com o Programa Apollo, venceram a disputa com a então União Soviética (URSS) pelo título de primeira nação do mundo a colocar os pés em solo lunar.
Naquela época, a questão era muito mais “egoica” do que científica. O mundo estava em plena Guerra Fria, um período de tensão geopolítica entre os dois países e seus respectivos aliados, o Bloco Oriental e o Bloco Ocidental, após a Segunda Guerra Mundial.
Pisar na Lua e fincar sua bandeira em solo lunar foi a forma que os EUA encontraram para “ir à forra”, depois que a nação rival conseguiu o feito de levar o primeiro homem ao espaço (o cosmonauta Yuri Gagarin, em 1961).
Hoje, a conquista da Lua é pautada pelas disputas não apenas entre essas duas superpotências, mas também conta com a participação cada vez mais importante da China.
Desta vez, no entanto, não se trata apenas de deixar pegadas cravadas no solo lunar. Mais do que isso, o objetivo é estabelecer uma base permanente para os seres humanos no nosso satélite natural, servindo, futuramente, como um ponto de acesso para outros corpos do espaço profundo – sendo Marte o primeiro alvo.
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