
Com lançamento originalmente programado para a segunda-feira passada (29), remarcado para o sábado (3) e, atualmente, suspenso por tempo indeterminado, o voo Artemis 1, em direção à Lua, será a missão de estreia do novo programa da exploração lunar da NASA, que conta com o apoio da Agência Espacial Europeia (ESA), entre outras entidades internacionais.
Um dos objetivos é estabelecer uma uma base permanente para os seres humanos no nosso satélite natural, servindo, futuramente, como um ponto de acesso para outros corpos do espaço profundo – sendo Marte o primeiro alvo.
Para isso, vários projetos estão em análise para serem usados pelo programa. Entre eles, merece destaque um que propõe a criação de uma base lunar inflável.
Conforme destaca o site britânico Express.co, a ideia pode parecer um pouco improvável, mas a natureza pré-fabricada e ultraleve de tal conceito o tornaria adequado para embarque e instalação na Lua.
Essa proposta é fruto de um estudo feito por Thomas Herzig e seus colegas da Pneumocell, uma empresa especialista em estruturas infláveis com sede em Viena, na Áustria. O projeto foi selecionado pela ESA para fazer parte de sua “Plataforma de Inovação no Espaço Aberto”.
De acordo com a agência, as bases infláveis seriam compostas por uma coleção de habitats em formato de “rosquinha”, e ficariam situadas ao lado dos polos lunares, em regiões de iluminação solar quase em tempo integral. “Uma vez inflados, esses habitats seriam enterrados sob 4 a 5 metros no solo lunar para proteção contra radiação e micrometeoritos”, diz um comunicado da ESA.
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