
Uma equipe internacional liderada por cientistas do Grupo de Pesquisa Pioneira (CPR) do Instituto RIKEN, no Japão, projetou um sistema para a criação de baratas ciborgues movidas a controle remoto.
Os animais são equipados com um pequeno módulo de controle sem fio, que é alimentado por uma bateria recarregável ligada a uma célula solar. Apesar dos dispositivos mecânicos, a eletrônica ultraleve e os materiais flexíveis permitem que os insetos se movimentem facilmente.
O projeto foi relatado na revista científica NPJ Flexible Electronics, do grupo Nature, na segunda-feira (5). Segundo os autores do artigo, os resultados de sua pesquisa, ajudarão a tornar o uso de insetos ciborgues uma realidade prática.
Insetos ciborgues — parte inseto, parte máquina — são úteis para ajudar a inspecionar áreas perigosas ou monitorar o ambiente. No entanto, para que seu uso seja prático, os manipuladores devem ser capazes de controlá-los remotamente por longos períodos de tempo. Isso requer controle sem fio de seus segmentos de pernas, alimentado por uma pequena bateria recarregável.
Manter a bateria carregada é crucial (ninguém quer uma equipe descontrolada de baratas ciborgues vagando por aí). Embora seja possível construir estações de recarga, a necessidade de retornar e abastecer pode interromper missões em momentos inoportunos. Sendo assim, a melhor solução encontrada pelos cientistas japoneses foi incluir uma célula solar que pudesse garantir a carga contínua da bateria.
Para integrar com sucesso esses dispositivos em uma barata, cuja área de superfície é limitada, a equipe de pesquisa desenvolveu módulos de células solares orgânicas ultrafinas e um sistema de adesão que mantém o maquinário conectado por longos períodos, ao mesmo tempo em que permite movimentos naturais do inseto.
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