Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Nova classe de exoplaneta pode ser morada para a vida fora da Terra

Nova classe de exoplaneta pode ser morada para a vida fora da Terra

Um novo tipo de exoplaneta – metade rocha e metade água – foi descoberto em torno das estrelas mais comuns do universo, o que pode ter grandes consequências na busca por vida no cosmos, dizem os pesquisadores responsáveis pelo achado em artigo publicado no jornal Science nesta quinta-feira (8).

As anãs vermelhas são o tipo mais comum de estrela, representando mais de 70% da população estelar do universo. Essas estrelas são pequenas e frias, geralmente cerca de um quinto da massa do sol e até 50 vezes mais escuras.

O fato de as anãs vermelhas serem tão comuns fez os cientistas se perguntarem se elas podem ser a melhor chance de descobrir planetas que podem possuir vida como a conhecemos na Terra. Em 2020, os astrônomos que descobriram Gliese 887, a anã vermelha mais brilhante no céu em comprimentos de onda visíveis de luz, podem hospedar um planeta dentro de sua zona habitável, onde as temperaturas da superfície são adequadas para hospedar água líquida.

No entanto, ainda não está claro se os mundos que orbitam anãs vermelhas são potencialmente habitáveis, em parte devido à falta de compreensão que os pesquisadores têm sobre a composição desses mundos.

Pesquisas anteriores sugeriram que pequenos exoplanetas – aqueles com menos de quatro vezes o diâmetro da Terra – orbitando estrelas semelhantes ao sol são geralmente rochosos ou gasosos, possuindo atmosfera fina ou espessa de hidrogênio e hélio.

No novo estudo, os astrofísicos procuraram examinar composições de exoplanetas em torno de anãs vermelhas. Eles se concentraram em pequenos mundos encontrados mais próximos – e, portanto, mais brilhantes e fáceis de inspecionar – das anãs vermelhas observadas pelo satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA.

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