Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Manto terrestre possui camada peculiar revelada por cientistas

Manto terrestre possui camada peculiar revelada por cientistas

Os cientistas estão em busca de compreender algumas peculiaridades do manto terrestre, como a abundância de carbono encontrada nessa estrutura. Para isso, foi realizado um experimento de laboratório que combinou ferro, carbono, água, temperatura e pressão extremas.

Além da composição estrutural, o estudo pretende descobrir como atua a interface do manto central, onde ondas de terremotos diminuem drasticamente. Geralmente, essas regiões são conhecidas como “zonas de velocidade ultrabaixa”. Embaixo da África e do Oceano Pacífico, há duas manchas solares gigantes, que ainda não se sabe ao certo como elas são.

Para alguns cientistas, essas manchas datam de 4,5 bilhões de anos e os materiais que compõem suas estruturas surgiram em um período muito antigo na vida da Terra. Porém, um novo estudo sugere que algumas dessas zonas de velocidade ultrabaixa têm sua existência assegurada pelas placas tectônicas. Estima-se que a formação dessas placas tenha começado há 3 bilhões de anos, ou seja, esse dado refuta a idade de 4,5 bilhões de anos apresentada anteriormente pelos pesquisadores.

O geólogo da Universidade Estadual do Arizona e principal autor do estudo, Sang-Heon Shim, declarou que “a transição entre o núcleo da Terra e o manto é tão dramática quanto o contato entre rochas e ar na superfície do planeta. Com essa transição, especialmente em altas pressões e temperaturas, uma química estranha pode ocorrer”.

A interação entre os materiais da crosta e do manto central, localizado a cerca de 3.000 quilômetros abaixo da superfície da Terra, em zonas de subducção, onde placas tectônicas empurram umas às outras, empurra a crosta oceânica para o interior do planeta.

Segundo o geólogo, quando a água está sob alta pressão e temperatura, entre o manto e o núcleo, ela se comporta completamente diferente de quando ela está na superfície. Nessa situação, as moléculas de hidrogênio são separadas de moléculas de oxigênio. A alta pressão torna o ferro, presente em grande quantidade no núcleo, uma espécie de imã que captura hidrogênio.

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