
As civilizações antigas vivem em nosso imaginário popular e influenciam nossas ideias e costumes até hoje. Seja Roma, Grécia, Egito ou Pérsia, muitos de nós temos uma relação mais próxima com esses povos ancestrais do que com nossos países vizinhos de hoje. Mas uma pergunta paira no ar: qual é a civilização mais antiga da história?
Há 30 anos, essa questão teria uma resposta fácil: os sumérios. Por volta de 4 mil a.C., a primeira fase da cultura suméria surgiu como a civilização mais antiga na região da Mesopotâmia, no atual Iraque. Esse povo recebe o nome da cidade de Sumer, que ficava alguns quilômetros ao sul da moderna cidade de Kut. Arqueólogos chamam essa primeira fase da civilização suméria de ‘período Uruk’, também batizado em tributo a uma cidade antiga de mesmo nome, onde muitos dos artefatos dessa cultura foram encontrados.
Contudo, evidências encontradas nas últimas décadas indicam que os sumérios têm alguns competidores por esse título, incluindo os antigos egípcios.
Antes de tudo, é importante esclarecer a terminologia aqui empregada: o conceito de ‘civilização’ tende a ser vago, mas, de um modo geral, para ser considerada como tal, uma cultura deve atingir certos requisitos, como a urbanização, o domínio da agricultura irrigada e da escrita; e os sumérios marcavam pontos nessas três áreas.
A partir de 2 mil a.C., os sumérios deram origem diretamente à civilização babilônica, também localizada na Mesopotâmia. Esta última é responsável pela descoberta de diversos conceitos matemáticos tais como a trigonometria e os números primos, quadrados e cúbicos.
Acredita-se que os sumérios também tenham inventado o conceito de ‘religião’ como uma instituição, o que pode ser observado através de seus grandes templos chamados zigurates (vide a imagem em destaque nesta matéria), que concentravam uma casta sacerdotal dedicada ao culto de deuses específicos, segundo o historiador americano Samuel Noah Kramer.
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