
China, Taiwan e Estados Unidos estão vivendo momentos de tensão nesta semana, o que preocupa o mundo inteiro devido a potência econômica e militar das duas maiores nações envolvidas. O problema foi iniciado com uma visita de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos à ilha de Taiwan.
Acontece que a China não considera Taiwan um país independente. Na verdade, o governo chinês vê a ilha com mais de 24 milhões de habitantes como parte de seu território e a visita de Pelosi é um claro sinal de apoio às forças separatistas que apoiam a independência de Taiwan.
Nancy Pelosi, um dos principais nomes da política dos Estados Unidos, é uma assídua crítica do governo da China, especialmente quando se trata dos direitos humanos, o que torna sua visita ainda mais provocativa.
Joe Biden, presidente dos EUA, chegou a afirmar que os militares norte-americanos não viam a viagem com bons olhos. A China chegou a afirmar que estaria pronta para responder a visita da política.
“O Exército de Libertação do Povo Chinês (EPL) está em alerta máximo e lançará uma série de ações militares seletivas para (…) defender a soberania nacional e a integridade territorial e frustrar a interferência externa e as tentativas separatistas de ‘independência de Taiwan'”, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa, em um comunicado.
Nesta quinta-feira (4), a China realizou o maior teste com munição real já feito próximo a Taiwan, uma clara resposta à viagem de Pelosi. O governo de Taiwan confirmou a ação e disse que ainda que navios da marinha chinesa e aeronaves militares chegaram a cruzar, por alguns instantes, a linha mediana do Estreito de Taiwan, marcação que separa os dois países.
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