Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Florestas subaquáticas gigantes podem cultivar alimentos

Florestas subaquáticas gigantes podem cultivar alimentos

As florestas subaquáticas são desconhecidas por grande parte da população. Formadas por várias espécies de algas marinhas, elas são muito maiores do que imaginamos e abrigam diversas espécies que vivem no mar. Estima-se que essas florestas oceânicas cobrem uma área duas vezes maior que a Índia.

Recentemente, as algas marinhas têm enfrentado várias ameaças oriundas de ondas de calor marinhas e mudanças climáticas. As maiores espécies crescem tanto que chegam a formar copas florestais, que dentro da água, diante do jogo de luzes e sombras dão a impressão de movimento constante.

Grandes espécies como o bambu-marinho e algas gigantes têm estruturas cheias de gás que funcionam como pequenos balões e as ajudam a criar vastas copas flutuantes. Essas ações podem ser fomentadas diante da disponibilidade de gás carbônico e pela capacidade que essas estruturas têm de sequestrar carbono e crescer rapidamente.

Um dos desafios enfrentados pelos cientistas é estimar a área cobertura dessas florestas. Em terra, é possível realizar a mensuração por satélite, porém, embaixo da água, essa tarefa fica muito mais complicada, pois os satélites ainda não conseguem alcançar esse estrato do planeta de forma eficiente.

Por enquanto, o mapeamento é feito com base em milhões de registros subaquáticos da literatura científica, repositórios online e iniciativas de ciência cidadã. Através dessas informações, os pesquisadores descobriram que essas florestas cobrem entre 6 milhões e 7,2 milhões de quilômetros quadrados, um porção maior que a própria Amazônia.

A taxa de crescimento dessas florestas também precisou ser medida manualmente, com mergulhadores, já que os dados também eram escassos e não unificados. Concluiu-se que as florestas oceânicas são mais produtivas do que muitas culturas intensamente cultivadas, como trigo, arroz e milho. Essa maior produtividade foi encontrada principalmente em regiões temperadas, que geralmente são banhadas por água fria, rica em nutrientes.

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