
Na Terra, as mudanças no clima fizeram com que as geleiras avançassem e retrocedessem ao longo da história geológica (conhecida como períodos glaciais e interglaciais).
O movimento dessas geleiras esculpiu características na superfície, incluindo vales em forma de U, vales suspensos e fiordes. Essas características estão ausentes em Marte, levando os cientistas a concluir que quaisquer geleiras em sua superfície no passado distante eram estacionárias.
No entanto, nova pesquisa de equipe de cientistas planetários americanos e franceses sugere que as geleiras marcianas se moveram mais lentamente do que as da Terra. A pesquisa foi conduzida por equipe de geólogos e cientistas planetários da SESE (School of Earth and Space Exploration) da Arizona State University, nos EUA e do (LPG) (Laboratorie du Planétologie et Géosciences) da Nantes Université, na França.
O estudo foi liderado por Anna Grau Galofre, bolsista de exploração de 2018 do SESE (atualmente no LPG). O estudo apareceu recentemente no Geophysical Research Letters.
Na Terra, as geleiras avançaram e recuaram regularmente por eras, deixando pedregulhos e detritos em seu rastro e esculpindo características na superfície. Para o estudo, Galofre e seus colegas modelaram como a gravidade marciana afetaria a interação entre a rapidez com que uma camada de gelo se move e como a água drena abaixo dela.
A drenagem de água mais rápida aumentaria o atrito entre a rocha e o gelo, deixando canais sob o gelo que provavelmente persistiriam ao longo do tempo. A ausência desses vales em forma de U significa que as camadas de gelo em Marte provavelmente se moveram e erodiram o solo sob elas a taxas extremamente lentas em comparação com o que ocorre na Terra.
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